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REPORTAGEM ESPECIAL: Mulheres comemoram 156 anos de luta por direitos iguais

08/03/2013 - 23:51
Atualizada dia 08/03/2013 s 23:51

Tendo como origem as manifestações de mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho, o Dia Internacional da Mulher começou a tomar forma há 156 anos. Em 1857, cerca de 130 operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica e reivindicando a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas funcionárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas dentro da indústria - que acabou incendiando e matando todas as mulheres queimadas.

Em 1910, para homenagear as vítimas desse incêndio, ficou acertado durante uma conferência internacional realizada na Dinamarca que o dia 08 de Março seria celebrado como o "Dia Internacional da Mulher". Nos anos seguintes, em diversas partes do munco ocorreram muitas manifestações - como em Nova York, Berlim e Viena, em 1911; e São Petersburgo, em 1913. No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920. Na antiga União Soviéticoa, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se um elemento de propaganda partidária.

Esquecida por longo período, a data só voltou a ser comemorada na década de 1960 - a partir da iniciativa do movimento feminista. Em 1975, a Organização das Nações Unidas marca o ano designando-o como o Ano Internacional da Mulher. E em dezembro de 1977, para comemorar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, a ONU adota o dia 08 de março com o Dia Internacional da Mulher.

Mesmo tendo adquirido um caráter mais festivo e comercial, o Dia Internacional da Mulher continua a 156 anos marcando a luta feminina por melhores condições, além de direitos iguais para homens e mulheres. Durante todos estes anos, as mulheres conseguiram grandes conquistas - como trabalhar em funções até então consideradas masculinas, conquistaram o direito ao voto, tornaram-se líderes políticas, entre outras.

Decididas a atingir uma porcentagem maior de igualdade entre os sexos feminino e masculino, e buscando novas conquistas, as mulheres continuam na luta para atingir a igualdade de direitos entre homens e mulheres. A reportagem do portal TCA foi ouvir algumas personalidades femininas do Vale do Paranhana para saber qual a posição delas sobre o seguinte questionamento: "Na prática, você acha que a mulher usufrui os mesmos direitos que os homens?"

 

Silvana Andara - Advogada
"Teoricamente temos os mesmos direitos e em alguns casos uma proteção maior da legislação, mas na realidade as obrigações da mulher sobrepujam seus direitos.
Atualmente discute-se muito a Lei Maria da Penha que deu uma proteção maior a mulher e não há Lei similar para os homens, mas foi uma necessidade em função das agressões que estas sofriam dentro de suas casas, visou a proteção da mulher e dos filhos que eram as vitimas frequentes.
Está havendo uma modificação nas relações familiares que tende a redistribuir as obrigações e desta forma, no futuro, as mulheres terão como usufruir dos mesmos direitos."

 





 Tatiana Kunz - Fisioterapeuta
"Acredito que não, pois ainda em muitos cargos de trabalho em empresas, e até mesmo nos esportes, os homens ganham mais que as mulheres. Também em determinadas regiões e países, há ainda mulheres que são submissas aos homens."






 Inge Dienstmann - Jornalista

"Penso que a questão pode ser analisada sob dois prismas básicos: na vida profissional e no âmbito pessoal/familiar/social.
No mercado de trabalho, a diferença nem é tanto de direitos, mas de oportunidades. Por sua condição de principal responsável pelos cuidados com a prole na nossa sociedade, a mulher é vista como mais instável na engrenagem produtiva. Buscando resguardar-se desta situação, os empregadores tendem a oferecer salários menores às mulheres, e muitas vezes optando por homens, que não geram ônus como a estabilidade na gravidez e o afastamento do trabalho na licença maternidade. Assim, ao disputar um posto com os homens, as mulheres já precisam sair na frente em qualificação para o posto, sob pena de, em igualdade de condições, serem preteridas. Além disso, temos TPM, somos mais solicitadas nas questões de âmbito familiar... mas isto compensamos sendo mais detalhistas, pacientes, intuitivas...
Já no aspecto pessoal/familiar/social, a diferença - não de direitos, mas de comportamentos aceitos - é ainda mais palpável, ou menos velada do que no ambiente de trabalho. Senão vejamos: você costuma ver uma mãe de um bebê de meses, mesmo que não amamente, ausentar-se num domingo para ir ao jogo (ou, vá lá, para passar a tarde batendo pernas no shopping) enquanto o pai fica em casa com o filho e suas rotinas - alimentar, trocar fraldas, dar banho, entreter... Costuma ver?
Outra situação: se, ao participar de um evento social, uma mulher se excedesse na bebida e fosse tirar satisfação da outra que estava de olho no seu marido bonitão, os comentários no dia seguinte seriam que ela estava coberta de razão em dar um para-te-quieto na sirigaita, ou que foi um vexame a mulher encher a cara e se expor daquele jeito, descendo do salto? Não estou aqui defendendo a baixaria liberada, mas se fosse com um homem, o cara posava de herói."

 


 

Marli Scain - Vereadora
"Eu acho que estamos em uma batalha muito grande ainda com o homem para termos os mesmos direitos, o machismo ainda é muito forte na nossa região pois os homens entendem a nossa independência como se estivéssemos tomando seu lugar. E não é isso o que queremos é estar lado a lado com eles mostrando que somos capazes tão quanto eles para assumirmos cargos políticos, cuidar da casa e dos filhos ou ser uma executiva."

 









 

 

 

Franciele Grings - Estudante
"A situação das mulheres já evoluiu muito, se compararmos a um tempo atrás. Mas ainda temos um caminho longo a percorrer. Mulheres podem até ter os mesmo direitos, as mesmas possibilidades, porém muitas vezes, recebem menos para desempenhar o mesmo trabalho. Nos grandes centros não é mais tão visível, mas no interior, nossa realidade, isso ainda é bem comum."

 

 

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