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21/07/2019

Retrospectiva 2010: a água e os ventos mostraram força neste ano na região

31/12/2010 - 06:00

Na editoria de geral, muita coisa aconteceu na região em 2010. Mas o Vale do Paranhana teve que conviver, desde cedo, com o drama das enxurradas. E no final do ano, vieram os ventos. 2010, mais uma vez, fica marcado como um ano castigado pela natureza.

> O ano começa, debaixo de muita água na região
Elas foram responsáveis pelo caos em 2009 e abriram 2010 dando mostras de que continuariam sendo problema. As enchentes voltaram a região e abriram o ano logo em 10 de janeiro. As fortes chuvas provocaram o saldo de uma morte e milhares de pessoas atingidas. Os principais problemas são em Igrejinha, Três Coroas e Taquara. 56.113 pessoas atingidas na região, calculam as autoridades oficiais.

E uma tragédia se abate: em Três Coroas, Iremar Pautes Batista (foto à direita), 49 anos, morreu afogado ao ser colhido pelas águas quando tentava auxiliar a mãe a sair da residência em perigo. Seu filho também caiu na água, mas foi socorrido. A dor e a tragédia das águas estavam apenas começando. Igrejinha e Três Coroas contabilizaram os estragos durante todo o ano de 2010. Em meio a enxurrada, até quem trabalha para salvar vidas em casos como este, teve que se salvar: o Corpo de Bombeiros Voluntários de Igrejinha perdeu sua sede e tudo o que tinha dentro dela.

A tragédia de 10 de janeiro ainda inaugura um novo tipo de problema no Vale do Paranhana: o deslizamento de encostas (foto abaixo). Em Três Coroas, 12 casas foram destruídas no deslizamento de uma encosta, próximo a fábrica da Schincariol. Mas se a natureza nos causa surpresas, às vezes também nos faz refletir: exatamente uma semana depois da maior enxente de 2010, Taquara registrou um ponto de alagamento na sua principal rua, a Tristão Monteiro (foto à esquerda). A Prefeitura investiga e descobre: o que causou o alagamento foi um carrinho de supermercado, que estava dentro da tubulação de esgoto do município. Cenas da imprudência urbana.

Divulgação/Lucky Brenner

Deslizamentos no Loteamento Semaco, em Três Coroas, uma das localidades mais castigadas pela chuva.

ABRIL - Em abril, as águas vieram de novo. Em meio ao feriadão de Páscoa, uma forte chuva atingiu Taquara na noite de 3 de abril, por cerca de uma hora. Foi o suficiente para inundar ruas principais, como Júlio de Castilhos, Guilherme Lahm, Marechal Floriano e Pinheiro Machado. O cruzamento da Tristão Monteiro com a Avenida Sebastião Amoretti, então, nem se fala: ficou intransitável tamanho o volume de água.

Depois do temporal, a limpeza. As ruas de Taquara viraram um barro só, e a Prefeitura teve que se mobilizar para fazer o recolhimento de entulhos e a limpeza das estradas atingidas, imundas de barro e saibro. O prefeito afirmou: "administração está mobilizada com a situação". E garantiu projetos para evitar enchentes.

A Defesa Civil de Taquara entrou no arroio Taquara. Percorreu o valão que corta o município, e descobriu: estacas de prédios que invadiram o trecho do arroio podem ser uma das causas das constantes enchentes no Centro do município. Um trabalho inédito e que pode auxiliar no diagnóstico para futuras enchentes.

> Em novembro, os ventos atingem o Vale do Paranhana
Depois da água, a ventania. O dia 9 de novembro de 2010 vai ficar marcado na memória de alunos da Escola Municipal Dr. Alípio Sperb, no bairro Santa Maria em Taquara. O telhado de um pavilhão da antiga fábrica da Akesse foi levantado pelo vento e atingiu o educandário, quando iniciava o turno da tarde. Duas crianças feridas e um rastro de destruição no educandário. Após o acidente, a Prefeitura decidiu: a escola terá que ser demolida. Em 2011, uma nova escola vai ser construída. Enquanto isso, aulas na Unipacs.

Mas o prejuízo do temporal não é só na Alípio Sperb. Outros educandários da rede municipal taquarense são atingidos. O Executivo calcula inicialmente em R$ 600 mil o custo para pôr a casa em ordem novamente, mas depois a conta passa de R$ 1 milhão. E a área de educação era mesmo para ser atingida: telhados da Faccat voaram sobre residências do bairro Nossa Senhora de Fátima. Casas tiveram rastro de destruição, com um vento que não durou mais que 5 minutos.

E o temporal fez sucesso: deu a Taquara a nona posição nos Trending Topics do Twitter. Mas não foi só em solo taquarense os problemas. Parobé também sofreu. Destelhamentos parciais foram registrados nas escolas Algodão Doce, Moisés de Souza Pires e João Angelo Pandolfo. Nestes educandários, as aulas não foram afetadas. Já na escola Doce Mel, as aulas foram suspensas. O educandário teve 95% do telhado destruído.

> Uma rodovia nova: a ERS-239 é restaurada
O sonho de ir para a praia com menos buracos. A ERS-239, entre Taquara e Rolante, chega ao final de 2010 completamente restaurada, em uma obra que começou em fevereiro. No meio do ano parou e o Daer, o que fez: deu desculpas. Culpou a chuva e, quem diria, o frio pelos atrasos nas obras. Depois o serviço foi retomado e finalizado na última semana de 2010.

Mas a ERS-239 esteve em pauta neste ano. Não só pela obra de restauração, mas também pelo projeto de duplicação. Um trecho foi licitado, o atual governo disse que começa em janeiro, mas o novo fiz que falta orçamento. Os próximos capítulos da necessária duplicação, só o próximo ano poderá contar. Enquanto isso, o que se discutiu também foi a construção de um viaduto na ERS-020, como meta de desafogar o trânsito da Avenida Sebastião Amoretti. Por enquanto, porém, o projeto ainda nem tem data para ser posto em prática.

> Em 2010, o camelódromo fica onde sempre esteve
A polêmia se arrasta: entra ano e sai ano, mas não se revolve a situação do camelódromo de Taquara. Intimada pelo Ministério Público a apresentar um projeto de revitalização para a Praça da Bandeira, a Prefeitura resolve: revitalização, só com saída dos camelôs. Alega anos de irregularidades nas concessões dos camelôs e propõe: auxilíamos os comerciantes a se instalarem dentro do antigo terminal rodoviário da Rua Marechal Floriano. A proposta, contudo, não é bem aceita: os camelôs rejeitam a ideia, alegam que o ponto não vai gerar vendas e que não abrigará todos os comerciantes atualmente instalados no camelódromo.

Uma audiência pública é realizada na Câmara. Mas com ânimos acirrados, não saíria decisão alguma. Quase duas hora de bate-boca e pouca resolução. O caso camelódromo emperra e a Prefeitura decide pela segunda vez: vamos propor ao Legislativo a demolição das atuais bancas a partir de 2011. Manda para a Câmara quatro projetos: dois deles versam sobre auxílio para os camelôs se instalarem dentro do antigo terminal rodoviário, um sobre a demolição da estrutura e o terceiro do concurso "A Praça que Queremos".

Mas a Câmara coloca os projetos em banho-maria. Sofre pressão dos camelôs e no dia da votação, rejeita o projeto de demolição do camelódromo. Apesar da negativa do prefeito Délcio Hugentobler, esta é considerada até agora a maior derrota política do atual governo na Câmara de Vereadores. O mais surpreendente, porém, foi a continuação da decisão: os vereadores negaram a demolição do camelódromo, mas aceitaram conceder auxílio aos camelôs e o concurso "A Praça que Queremos". Enquanto isso, a Praça da Bandeira segue sem solução. Na metade do ano, em uma reportagem especial, Paranhana On-line constatou que o logradouro taquarense é a pior de todas as praças do Vale do Paranhana.

> A rótula da Tristão entra em operação
Projeto com ideia já anunciada em 2009, a rótula da Tristão Monteiro em Taquara, defronte a Prefeitura, virou realidade em 14 de junho de 2010. Neste dia, todos os motoristas tiveram que passar a conviver com um novo sistema de trânsito na principal rua do município. E foi polêmico: a notícia da entrada em operação da rótula gerou uma chuva de comentários na matéria do Paranhana On-line. Mas a avaliação da Prefeitura foi positiva. Para o diretor de Trânsito, Lorival da Rosa, "muito boa".

Ajustes aqui, acolá, a rótula ficou e melhorou o trânsito na Tristão. Mas o projeto é só esse: não. Por falta de dinheiro, a Prefeitura deixou para 2011 o projeto de construção de um canteiro na rótula, que deverá melhorar bastante a visualização do local. No final do ano, até um caminhão passou por cima da decoração natalina existente na rótula, ignorando o espaço.

Porém se engana quem pensa que só a rótula trouxe polêmica no trânsito taquarense. Uma outra ideia da Prefeitura também provocou contestações: a instalação de taxões em várias ruas do município deu o que falar até no Ministério Público. O Executivo foi chamado a se explicar, entregou um relatório contendo abaixo-assinado de moradores e fotos do uso do expediente em outros municípios. O problema todo: taxões transversais são proibidos por uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Mas o prefeito Délcio Hugentobler bancou: "os taxões só saem se houver decisão judicial". E por enquanto, eles continuam lá.

> E a ponte centenária, cai com excesso de peso
E o que esperar de uma ponte centenária? Queda? Sim, foi isso que aconteceu com a ponte da ERS-239 entre Rolante e Riozinho na manhã do dia 24 de novembro. Um caminhão carregado com madeiras passava pela ponte quando ela veio abaixo. O acidente, impressionante, não teve feridos, mas provoca drama para Riozinho, que voltou a conviver com a falta de asfalto.

Divulgação/Edna Cardoso De acordo com a Polícia Rodoviária, a ponte foi construída na França em 1906 e feita em estrutura metálica e dois vãos de madeira. Para o motorista Valdecir Antônio da Rosa (na foto juntamente com o proprietário da empresa, Sidnei Lampert), 38 anos, a queda da ponte foi a prova de que realmente Deus é Fiel, como está escrito em sua carreta. Ele conseguiu sair ileso do que poderia ter sido um acidente fatal. Valdecir contou que sua carreta levava cerca de 30 toneladas de madeira. A ponte era a principal ligação entre os municípios de Rolante e Riozinho, por onde trafegavam diariamente dezenas de caminhões carregados de madeira, tanto seca quanto verde, excedendo a capacidade da ponte, que era de 10 toneladas, devidamente sinalizada com uma placa indicativa.

Valdecir da Rosa passava pela ponte cerca de quatro vezes por semana, levando madeira do município de Mostardas para a L. K. Beneficiamento de Madeiras Ltda., de Sidnei Lampert. "Senti a ponte estralar e quando vi já estava lá embaixo, nem deu tempo de pensar em nada. Felizmente não me machuquei e consegui sair da carreta sozinho, segurando-me nas ferragens", comenta o motorista. O Daer previu que as obras dos aterros da nova ponte, que está pronta ao lado da estrutura caída, poderiam iniciar até o final deste ano. Mas o prazo, novamente, não vai ser cumprido.

 

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