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Retrospectiva 2010: um leilão ofusca comemorações de aniversário do Bom Jesus

28/12/2010 - 06:00

Segue nesta terça-feira a série de matérias que mostram o que de mais importante aconteceu no Vale do Paranhana em 2010. Vamos relembrar um pouco do que aconteceu na área de saúde, principalmente nos hospitais da região. 

> Leilão dos prédios ofusca comemorações de um ano do Bom Jesus
Tinha tudo para ser festivo o dia 28 de outubro de 2010. A data marcava um ano de funcionamento do Hospital Bom Jesus, que abriu após mais de um ano em que Taquara sofreu sem hospital. Mas a comemoração do aniversário foi ofuscada pelo leilão dos prédios da Sociedade Hospitalar de Caridde, em uma tentativa de quitar o passivo trabalhista da antiga mantenedora da casa de saúde. 

A possibilidade dos prédios ir a leilão foi revelada em agosto. Na época, a Prefeitura de Taquara tentou tranquilizar a comunidade: os atendimentos no hospital não serão interrompidos. De fato, em nenhum momento durante o processo houve paralisação de qualquer atendimento junto a casa de saúde. Até agosto, o leilão era apenas uma possibilidade. Mas em setembro virou realizado. Em despacho no dia 31 de agosto, o juiz Eduardo de Camargo confirmou a ida para leilão do prédio. Posteriormente, o leiloeiro Nelson Bertoluci marcou para o dia 27 de outubro a data do leilão. 

No seu despacho, o magistrado determinou ainda que a arrematação deverá abranger o conjunto das matrículas que, juntamente com os prédios edificados, compõem o complexo hospitalar. O juiz proibiu a venda individualizada dos imóveis penhorados. O juiz autorizou também a venda de forma parcelada dos bens, em função do elevado valor alcançado com a avaliação.

Uma semana antes do leilão, uma entrevista do prefeito Délcio Hugentobler acabou desencadeando uma série de reuniões e uma tentativa frustrada de acordo. Aproveitando-se de sua coletiva semanal, Délcio anunciou que a Prefeitura de Taquara tentaria cobrar do novo proprietário do hospital o valor de R$ 1,5 milhão investido na casa de saúde. O caso repercutiu na Câmara de Vereadores na mesma noite e na terça-feira motivou reuniões de vereadores com o juiz Eduardo de Camargo e com o próprio prefeito. Mas a Prefeitura se manteve irredutível: manteve a posição de não participar do leilão. 

O Executivo ainda tentou até o último minuto adiar o leilão. Na véspera da data marcada, apresentou uma petição pedindo para o juiz anular o pregão, levando em conta que todo o complexo hospitalar não estaria abrangido pelo edital. Mas o juiz Eduardo de Camargo negou o pedido e manteve o leilão. No dia 27 de outubro, um dia antes do aniversário de um ano, o leilão é realizado e vira manchete estadual: um estudante universitário arrematou os prédios do único hospital taquarense pelo valor de R$ 600 mil, podendo ser pago em 12 parcelas mensais. O lance correspondeu a 30,6% da avaliação dos bens, que somava R$ 1,96 milhão. 

A partir de então, a apreensão: a Justiça do Trabalho homologaria ou não o leilão dos prédios do hospital. Dois dias depois do leilão, em um contato com o prefeito Délcio Hugentobler, o magistrado Eduardo de Camargo revelou ao chefe do Executivo que não homologaria o pregão, considerando a oferta muito baixa. Essa decisão do magistrado foi confirmada no dia 8 de novembro, quando o juiz mandou arquivar o leilão. 

Compra do hospital - Em seguida, o novo passo: a compra dos prédios do hospital pela Prefeitura. O prefeito Délcio encaminhou uma negociação com várias partes, para então conseguir a aprovação da Câmara de Vereadores a fazer a aquisição do hospital. A matéria foi votada em uma sessão extraordinária do Legislativo, no dia 24 de novembro. O Executivo foi autorizado a formalizar carta-proposta a Justiça do Trabalho, com vistas a adquirir os prédios pelo valor de R$ 2 milhões. 

O último movimento deste emaranhado foi no último dia 6 de dezembro. Como antecipou com exclusividade a reportagem do Paranhana On-line, a juíza do trabalho substituta, Patrícia Helena Alves de Souza, da 1ª Vara da Justiça do Trabalho de Taquara, determinou a realização de um laudo antes de analisar a proposta da Prefeitura para a compra do hospital. A magistrada explicou que a própria Prefeitura levantou dúvidas sobre a área penhorada, por isso a necessidade de um laudo. Ela nomeou o engenheiro Evandro Krebs Gonçalves para o ato e deu prazo de 30 dias. Agora, aguarda-se para 2011 a solução deste problema, que ainda aflige a situação do hospital taquarense. 

> Na casa de saúde, atendimentos avançam após liberação
Apesar de aberto em outubro do ano passado, o Hospital Bom Jesus ainda teve que passar por um caminho longo até começar a funcionar. Foi em abril que a casa de saúde conquistou a liberação definitiva do Conselho Regional de Medicina (Cremers). O levantamento da interdição foi anunciada no dia 30 de abril, mas obtida no dia anterior, contando com a participação decisiva dos médicos do corpo clínico do Bom Jesus. O Cremers sempre apontou que o principal problema do hospital era a questão da indleefinição dos plantões. Esta questão, segundo os administradores do Bom Jesus, foi solucionada com a formação de escalas de plantões. "Conseguimos mostrar para o Cremers que formamos as escalas para um hospital com a realidade de Taquara, tendo em vista as características da cidade e de uma casa de saúde com cerca de 50 leitos", explicou Fernando Schuler, então diretor-técnico do hospital. Segundo ele, haverá plantão presencial na obstetrícia e médicos de sobre aviso na cirurgia geral e anestesia.

No mesmo dia, o Cremers divulgou uma nota comunicando oficialmente a decisão de suspender a interdição ética da casa de saúde taquarense. O Cremers destacou que, com a medida, o hospital taquarense poderia funcionar como entidade de nível 1, que é um hospital geral de pequeno porte apto a prestar assistência hospitalar no atendimento de urgência e emergência. Segundo o presidente do conselho, Cláudio Franzen, a decisão de levantar a interdição ocorreu porque foram sanados os problemas apontados pela comissão de fiscalização do conselho. 

Depois da liberação do Cremers, a data de 3 de maio de 2010 ficará marcada para sempre na história de Taquara: no dia, aconteceu o nascimento do primeiro bebê da casa de saúde. Kainã Siqueira da Rosa nasceu às 20h15min, com 49 centímetros e 3,2 quilos. Kainã é filho do casal de industriários Roselaine Luciana da Siqueira, 26 anos, e Carlos Roberto da Rosa, moradores do bairro Mundo Novo. "Para nós foi uma alegria, porque iria termos que sair daqui para ir até outro lugar, outra cidade como Campo Bom ou Igrejinha, dificultando o deslocamento. Além disso, eu teria que ficar em Taquara", conta o pai Carlos, muito contente com o filhão. Já a mãe Roselaine contou que foi maravilhoso o parto. "Cheguei com bastante medo, mas o médico e os enfermeiros nos deixaram totalmente tranquilos. Foi um parto em que tudo correu bem", comemora a mãe, que teve parto normal. O parto foi realizado pelo médico Tadeu Stringeri.

Após o início do funcionamento efetivo, o Hospital Bom Jesus tem a missão de implantar novos serviços. Para 2011, a meta é colocar em funcionamento a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da casa de saúde, que já está instalada no hospital, mas falta o credenciamento da casa de saúde. Para tanto, obras serão necessárias e o hospital busca parcerias para colocar em atividade. Neste ano, a Embaixada Feminina também lançou o cartão amigo do Bom Jesus, para fomentar o apoio da comunidade ao hospital taquarense.

> No Paranhana On-line, você conheceu a realidade dos hospitais da região

O Vale do Paranhana, composto pelos municípios de Taquara, Parobé, Igrejinha, Três Coroas, Rolante e Riozinho, possui uma população estimada em 179.778 habitantes, de acordo com dados do último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizado em 2007. Cada município conta com seu próprio hospital, cuja estrutura física e serviços oferecidos variam de acordo com seu tamanho e porte.

Em comum, o fato de todos os estabelecimentos serem particulares, ou seja, pertencerem a órgãos e entidades civis e/ou filantrópicas, e não ao poder público. Apesar desta característica, os seis hospitais são credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS), o que significa que se propõem a oferecer atendimento gratuito àqueles que não têm como pagar pelo serviço.

Mas até que ponto você conhecia a realidade dos hospitais da região? Você sabia que serviços o hospital da sua cidade disponibiliza? E como ele se mantém, de onde vêm os recursos? Quais as suas dificuldades, quais os pontos a melhorar? Uma tentativa de encontrar respostas a estas e outras perguntas você conferiu em maio, quando Paranhana On-line publicou uma reportagem especial, produzida pela jornalista Alessandra Cunha, levantando a situação dos hospitais da região.

 

Saiba mais:
A realidade estrutural dos hospitais do Paranhana
A situação financeira dos hospitais da região
Os pontos positivos dos hospitais de Riozinho, Rolante, Três Coroas e Igrejinha
Os pontos positivos dos hospitais de Taquara e Parobé
As dificuldades dos hospitais na visão dos administradores
O que pensam os usuários sobre os hospitais da região
Delegado do Simers afirma: podemos assumir o SUS, desde que ele nos assuma

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